Evidentia da semana #242019

Destaque

Terapêutica farmacológica de longo prazo para a prevenção de fracturas osteoporóticas, descontinuações e intervalos
Excelente análise por Paulo Costa. Definitivamente a não perder!

Recomendações elaboradas sistematicamente

HIV: profilaxia pre-exposição (PrEP)
A USPSTF recomenda profilaxia em grupos de elevado risco.
– evidência difícil.
– problemas na definição de elevado risco.
– problemas na adesão ao tratamento.
– ganhos em saúde? 
https://t.co/twg2DgjuiS #recomendações

Revisões sistemáticas

Hipertensão de bata branca associada a maior morbi-mortalidade. Revisão sistemática com áreas cinzentas. Não altera que para diagnóstico e gestão da hipertensão o melhor são valores ambulatórios (MAPA ou AMPA). 
https://t.co/rJhBc6FfdR #revisãosistemática

Asma infantil persistente: sugestão que fluticasona e dispositivos easyhaler geram menor supressão de crescimento. Nada claro. O que sim é claro é que os benefícios dos corticoides superam o risco de afectar o crescimento. 
https://t.co/kxQyvHkNqR #revisãosistemática

Aí está o estudo esperado por meia humanidade: consumo de chocolate associado com resultados favoráveis em saúde.
alerta 1: prova científica fraca.
alerta 2: não se metam a comer chocolate como se não houvesse amanhã 
https://t.co/RXys7SzEtV #revisãosistemática

Estudos Primários

Vitamina D NÃO previne diabetes. Ainda não foi desta que encontraram utilidade para a suplementação com vitamina D. Um dia destes qualquer espancamento estatístico dá qualquer coisa… 
https://t.co/ksUNr7HVTg #experimental

Diabetes: semaglutido oral na calha. Já só falta demonstrar utilidade clínica em outcomes “duros”. Neste ensaio consegue diminuir A1c ainda que à custa de muitos mais eventos gastrointestinais. Para estar atento. 
https://t.co/FY9hnMSgKq #experimental

Semaglutido (GLP-1) – perfil de segurança cardiovascular não inferior a placebo 
https://t.co/dMVYfIk44X #experimental

Partos vaginais instrumentalizados devem receber profilaxia antibiótica para prevenção de infecções. Amoxi-clav e.v. toma única. Sugerem alterar guidelines. 
https://t.co/iVr40hzX2I #experimental

O que é que importa para os doentes com multimorbilidade quando contactam os cuidados primários de saúde? Acesso, disponibilidade e personalização dos cuidados. 
https://t.co/U2D0mFukIv #qualitativo

Polifarmácia em pessoas com multimorbilidade: padrões mais frequentes. https://t.co/ZmFL7HabWM #observacional

Saúde auto-referida de mulheres que interromperam e não interromperam a gravidez após procurarem serviços de aborto. Sem diferença entre os grupos. Resultados aos 5 anos interessantes… !! Coorte = não causalidade. 
https://t.co/EdlEY2DFEa #observacional

Obesidade: filhos de grávidas obesas têm 264% mais possibilidades de serem obesos. Essencialmente reflete a natureza social e complexa do problema. Tb q a prevenção da obesidade infantil deve começar na pré-concepção 
https://t.co/BfQ1A18x4U #observacional

Mesmo pre-escolares têm benefícios clínicos com maior actividade físicahttps://t.co/IlTVA06VfX #observacional

Os doentes não percebem a linguagem que usamos nos consentimento informados em oncologia.
Consentimento? Informado? Urgente simplificar a linguagem médica. 
https://t.co/tMCwR44fu0 #observacional

Aumento de consumo de carnes vermelhas associada a aumento da mortalidade global. Particularmente carnes processadas (bacon, chouriços, salsichas). 
https://t.co/oDJLglsBpj #observacional

Estudo sugere associação entre gabapentinoides e risco aumentado de comportamento suicida, overdoses não intencionais, lesões na cabeça / corpo, e incidentes e ofensas no trânsito. 
https://t.co/HUeuIpagFr #observacional

Redes sociais e machine learning para diagnóstico de doença.
Testam modelos.
Ex: na detectação de depressão com análise de conteúdos online.
Nota que vem à mente: elevado risco de disease mongering. 
https://t.co/cvZE7NXWzy #bigbrotheriswatching #observacional

Outros

Mapa de politicas para redução do uso de antibióticos. 
https://t.co/DhyZxXJXXY #saudepublica

Situs Inversus Totalis
Fantástico. 
https://t.co/wIOEgK8005 #educação

Osteoporose post-menopausa: revisão das opções de tratamento. Tratamento farmacológico porque para mim falta o exercício físico como a recomendação essencial. 
https://t.co/Pt7P016Y27 #revisãoclássica

Terapêutica farmacológica de longo prazo para a prevenção de fracturas osteoporóticas, descontinuações e intervalos

Por Paulo Costa

Perguntas clínicas:

  1. Quais são os efeitos da Terapêutica farmacológica de longo prazo (TFLP) (> 3 anos) versus controlo sobre o risco de fracturas incidentes e danos?
  2. Os efeitos da TFLP variam em função das características do doente, osso ou fármaco?
  3. Em doentes sob TFLP para prevenir fracturas, quais são os efeitos da continuação versus suspensão do tratamento sobre os riscos de fracturas incidentes e danos?
  4. Os resultados da continuação de TFLP versus sua descontinuação variam em função do características do doente, osso ou fármaco?

A reter:

Com base nesta revisão, por cada 1.000 mulheres com osteoporose tratadas com alendronato versus placebo ao longo de 4 anos ou com osteopenia/osteoporose tratadas com ácido zoledrónico versus placebo ao longo de 6 anos, 50 a 70 evitarão uma fractura clínica e 2 adicionalmente sofrerão uma fractura subtrocantérica ou da diáfise femoral.

Por cada 1.000 mulheres com osteopenia/osteoporose previamente tratadas durante 3-5 anos com alendronato ou ácido zoledrónico que continuam com bifosfonato durante mais 3-5 anos vs descontinuação, não se evitarão fracturas não vertebrais, 30 evitarão uma fractura vertebral e 1 sofrerá adicionalmente uma fractura subtrocantérica ou da diáfise femoral.

O balanço benefício/dano da terapêutica hormonal no longo prazo é pouco favorável, o que torna esta uma opção pouco justificável para esta indicação.

Não se encontrou evidência que suporte que quaisquer características do doente ou do osso modifiquem a probabilidade de benefício (na prevenção de fracturas) e potenciais danos com o tratamento continuado ou que possam ser utilizadas para orientar a monitorização em intervalo terapêutico.

Qual a importância: (contextualização)

As fracturas osteoporóticas e de baixo impacto associam-se frequentemente a dor, incapacidade e compromisso da qualidade de vida. As fracturas da anca associam-se também a aumento de mortalidade.

Vários fármacos reduzem fracturas em tratamentos de curto prazo (< 3 anos) nos ensaios clínicos aleatorizados. Não é tão claro, porém, o balanço entre benefícios e danos em tratamentos continuados de longo prazo ou retomados após um intervalo de suspensão.

A suspensão temporária do tratamento com bifosfonatos tem sido advogada como solução para minimizar os danos, procurando preservar o máximo de benefício antifractura possível, mas não está estabelecido por quanto tempo, quem é elegível e sob que critérios.

O que fizeram:

Revisão de estudos publicados entre Janeiro de 1995 e Outubro de 2018, envolvendo pessoas com 50+ anos (média: 72 anos), e revisões sistemáticas relevantes publicadas desde 2012, obtidos por pesquisa em bases de dados bibliográficas (MEDLINE, Embase, Cochrane Library), e alguns artigos sugeridos por peritos.

Foram seleccionadas 48 publicações com baixo ou médio risco de viés: 35 ensaios clínicos e 13 estudos observacionais.

Os ensaios clínicos apenas envolveram mulheres e a maioria com osteoporose definida por densitometria óssea ou com história prévia de fractura vertebral.

Financiamento: 

(Público) National Institutes of Health and Agency for Healthcare Research and Quality.
Os autores não declararam conflitos de interesses.

O que concluem/recomendam:

Com base nos ensaios clínicos, o tratamento com alendronato durante 4 anos reduziu as fracturas clínicas, vertebrais e não vertebrais, em mulheres com osteoporose (HR, 0.64 [95% CI, 0.50 a 0.82]) e o tratamento com ácido zoledrónico por 6 anos reduziu aquelas fracturas em mulheres com osteopenia/osteoporose (HR, 0.73 [95% CI, 0.60 a 0.90]).

Os estudos observacionais sugerem que o tratamento de longo prazo com bifosfonatos associa-se ao risco de eventos raros, como fractura femural atípica e osteonecrose da mandíbula, o qual poderá aumentar com o uso prolongado daqueles fármacos.

Em mulheres com osteoporose, o raloxifeno durante 4 anos reduziu apenas as fracturas vertebrais e multiplicou o risco de trombose venosa profunda (em 3 vezes) e de embolismo pulmonar (em 3-4 vezes).

A terapêutica hormonal reduziu as fracturas clínicas e da anca comparativamente com o placebo, mas aumentou o risco de doença cardiovascular e deterioração cognitiva; na formulação estrogénio-progestativo aumentou também o risco de cancro da mama invasivo.

A evidência é insuficiente a respeito dos benefícios e danos da TFLP com outros fármacos aprovados para esta indicação.

A continuação de tratamento com bifosfonatos para além de 3 a 5 anos versus descontinuação não reduz as fracturas não vertebrais e embora a evidência sugira redução das fracturas vertebrais os resultados não são consistentes.

A evidência sobre os factores que poderão modificar o efeito da TFLP é limitada e inconclusiva.

Nenhum estudo reportou se o efeito da continuação versus descontinuação de qualquer fármaco sobre os outcomes das fracturas variou em função das características do doente, do osso ou do fármaco.

Qual a nossa análise:

A osteoporose constitui factor de risco para fracturas, que se considera modificável em virtude da existência de terapêutica farmacológica.

Esta revisão vem acentuar a eficácia antifracturária sobretudo dos bifosfonatos – e, em especial, o alendronato e ácido zoledrónico – quanto utilizados em tratamentos ao longo de 4 a 6 anos, respectivamente, bem como sugere que o balanço benefício/dano é favorável. Todos os outros fármacos aprovados ou carecem de evidência na utilização a longo prazo (ex. denosumab) ou a evidência analisada aponta para danos potenciais injustificados face aos benefícios (ex. raloxifeno, terapêutica hormonal).

Algumas das questões que a revisão procurava responder, nomeadamente a identificação de características preditoras da resposta ao TFLP e de elegibilidade para eventual descontinuação, continuam sem resposta.

O nosso entusiasmo é apenas moderado. Desde logo, a “fractura clínica” é uma variável composta e resultados centrados em fracturas vertebrais são de incerta relevância clínica. Se é certo que algumas destas fracturas determinam dor e incapacidade, muitas também são assintomáticas ou têm uma expressão clínica mínima e/ou transitória. A fractura da anca é aquela que inquestionavelmente tem maior impacto clínico, associando-se a um risco acrescido de mortalidade prematura. No que diz respeito à redução da fractura da anca, especificamente, os bifosfonatos não são muito convincentes, mostrando eficácia apenas no âmbito de análise post hoc de um único ensaio clínico. Paradoxalmente, os bifosfonatos aumentam as fracturas atípicas da anca, efeito que embora raro é muito gravoso na medida em que o tratamento destas é mais complexo e de recuperação mais difícil.

A revisão padece de limitações ao nível da validade externa. Os ensaios clínicos analisados excluíram homens e não representaram adequadamente a população de mulheres 80+ anos. Por outro lado, ao serem excluídas mulheres com potenciais causas secundárias de osteoporose (ex: diabetes, insuficiência renal, etc.), os resultados, em rigor, não poderão ser extrapolados para a população geral, em que múltiplas morbilidades estão presentes. É razoável admitir que os resultados obtidos nas condições monitorizadas e controladas dos ensaios clínicos não se verifiquem na realidade, em que, para além da fraca aderência à terapêutica com bifosfonatos que se verifica na prática por motivos incontornáveis (de tolerabilidade, por ex.) se pode somar, numa população eminentemente idosa, a incapacidade cognitiva de cumprir de forma ininterrupta a TFLP.

Referência bibliográfica

Fink HA, MacDonald R, Forte ML, Rosebush CE, Ensrud KE, Schousboe JT, et al. Long-Term Drug Therapy and Drug Discontinuations and Holidays for Osteoporosis Fracture Prevention: A Systematic Review. Ann Intern Med. [Epub ahead of print 23 April 2019] doi: 10.7326/M19-0533

Evidentia da semana #232019

Destaque

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Sumários de apoio à decisão clínica

Antiagregação simples ou dupla após acidente isquémico transitório ou acidente vascular cerebral isquémico menor?
Dupla durante 10 a 21 dias e depois suspender. https://t.co/pjs6t0zn9S #sumárioEBM

Fluoxetina apos AVC: não melhora os resultados funcionais. Embora aparente benefício na ocorrência de depressão (NNT 27), existe potencial aumento de fraturas ósseas entre o grupo tratado (NNH 68). 
https://t.co/zd9gc2HXHe #sumárioEBM

Açúcares acrescentados à alimentação (seja por fabricantes, cozinheiros ou consumidores). Todos maus por igual.
Esqueçam mitos tipo o moreno é “menos mau que o branco” e etc.. 
https://t.co/oJKC9t54oW #sumárioEBM

Recomendações elaboradas sistematicamente

Desporto para crianças: relatório da Academia Americana de Pediatria sobre o assunto. Recomendações para escolas, organizações comunitárias, pais e treinadores. 
https://t.co/rMBG8f6Nff #recomendações

Diabetes e doença renal crónica: actualização de recomendações da ADA 
https://t.co/bxCLjZvX2x #recomendações

Revisões Sistemáticas

Tratar adultos saudáveis com >60 anos com hipertensão moderada a grave reduz a mortalidade por todas as causas e morbi-mortalidade cardiovascular. Tiazida como primeira linha. 
https://t.co/NSbqopWUeq #revisãosistemática

Alergia ao Amendoim: imunoterapia oral aumenta consideravelmente reacções alérgicas e anafiláticas apesar de dessensibilizarem. Não serve! Novas soluções urgem. 
https://t.co/Ml0dSvkaWs #revisãosistemática

Estudos primários

Quedas nos idosos: programa de exercício físico em casa com treino de equilíbrio reduziu significativamente quedas subsequentes em comparação com cuidados normais (1,4 vs 2,1 quedas por pessoa-ano). 
https://t.co/u8dZhRJa03 #experimental

Cancro de pâncreas: aqui está o ensaio que tanto está a dar que falar. Em pessoas com mutação BRCA o olaparib leva a maior sobrevida livre de progressão. Entre outros, o problema está na variável resultado. Para ler com calma.
Ver na secção final “Outros” duas notas relacionadas com este assunto.
https://t.co/b6heTa0lLf #experimental

Protectores solares: muitos dos componentes são absorvidos para o plasma em concentrações acima do recomendado. Significado clínico incerto. Atenção: isto não significa que não nos devemos proteger do sol. SIM DEVEMOS. 
https://t.co/6q6dpj2yxh #experimental
https://t.co/RiykvOsuuq – editorial sobre este assunto

Diabetes: aos 15 anos de follow up do VADT: controlo intensivo de glucose não está associado a menor taxa de eventos cardiovasculares que o tratamento habitual. Contraria DCCT e UKPDS e concorda com ACCORD e ADVANCE 
https://t.co/IxhIdfIWLg #observacional

10000 passos por dia? estudo revela que em mulheres mais velhas nem é preciso tanto. Menor mortalidade a partir dos 5000 com média nos 7500.
“Andoori” 
https://t.co/XqTpxC0awO #observacional

IBPs (omeprazol p.e.) não são inócuos. Estudo encontra associação entre uso destes fármacos e maior mortalidade. É preciso precaução na leitura destes resultados mas devido à escala em que são usados torna-se relevante. 
https://t.co/oVmrF2ZIjA #observacional

Estudo observacional correlaciona maior uso de antibióticos nas crianças com maior o risco de desenvolverem asma.
Estudo é observacional, não estabelece nunca causalidade.
No entanto, usar antibióticos com critério é um bom princípio! 
https://t.co/C7etPm5QVB #observacional

Interessante a forma como o Twitter é usado para investigação clínica. Já conhecia os estudos de vigilância epidemiológica da gripe nos EUA, agora um exemplo de exploração de fenómenos de exclusão social. 
https://t.co/OEiy0OjHOJ #observacional

Ainda dentro da susceptibilidade às novas tecnologias: este estudo levanta a suspeita (e nada mais) de um aumento da taxa de suicídios em jovens após a estreia de uma série da Netflix em 2017.
Brave New World 
https://t.co/8q1HWkrMLl #observacional

Multimorbilidade: definir objectivos em saúde com os doentes é essencial. Sem esses objectivos não há decisão partilhada e não podemos responder às verdadeiras necessidades dos doentes 
https://t.co/485fJ2TVRU #qualitativo

Multimorbilidade: 41% destas pessoas reportam saúde global “regular” ou “má” em comparação com 13,5% na população geral. Resultados semelhantes para a saúde mental e física auto-referidas Grupo de risco! 
https://t.co/3P3d8k0Lej #observacional

Insuficiência Cardíaca: calculadora de risco a 10 anos https://t.co/2aUejRu6y9 #diagnóstico

Passado, presente e futuro do financiamento global da saúde. Mais um estudo importante da rede Global Burden of Disease financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation 
https://t.co/mDIRfQJRsK #relatório

Vacina contra o Dengue aprovada pela FDA. indicada apenas para crianças e adolescentes de 9 a 16 anos que vivem em áreas endémicas e que tiveram uma infecção prévia confirmada por laboratório. 
https://t.co/Y8ek8f5RrA #vacinas

Hemorragias uterinas anormais em idade reprodutiva. Revisão clínica 
https://t.co/hRiBu1OYXq #revisãodetema

Outros

Manual do Cuidador Informal Desenvolvido há já algum tempo por internas de Medicina Geral e Familiar da USF Anta. 
https://t.co/lNcZmhhVpK #recursos

Oncologia parte I: interessa 1. que as pessoas vivam mais (sobrevida global); 2.vivam melhor (qualidade dessa sobrevida). O resto é surrogate. Ora tentem lá explicar a relevância de sobrevida livre de progressão aos doentes.
#metodologia https://t.co/RJmYtGZQB9

Oncologia parte II: novos tratamentos são frequentemente aprovados com evidência de um único estudo. Existem preocupações sobre a credibilidade dessa evidência. John Ioannidis em acção 
https://t.co/Mpd16oWKE6 #metodologia

O que é ser generalista?
O sketch é sobre design mas perfeitamente aplicável à medicina! by @evalottchen

Evidentia da semana #222019

Destaque

MGF portugueses publicam no BMC Family Practice um estudo sobre as crenças e atitudes dos médicos sobre as benzodiazepinas. Parabéns aos autores!
Mais destaques: jejum antes de medir lípidos? quanto custa o burnout médico? também um ensaio clínico para reduzir quedas em idosos, muita evidência relacionada com dietas (incluindo a queda de um mito) e a secção final “outros” com recursos e notícias muito interessantes.

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Revisões sistemáticas

DPOC e antibióticos profiláticos: não está claro se há uma diferença na eficácia ou segurança entre diferentes classes ou regimes de antibiótico profilático. Não há comparação directa entre antibióticos. Tudo na mesma 
https://t.co/C61y31JaTf #revisãosistemática

Tramadol na osteoartrose: evidência de qualidade moderada indica que, em comparação ao placebo, o tramadol isolado ou em combinação com paracetamol provavelmente não tem nenhum benefício importante na dor ou função 
https://t.co/0KX3mzDiQm #revisãosistematica

Cálcio, vitamina D ou hormona paratiroideia recombinante para o tratamento do hipoparatiroidismo pós-tiroidectomia. Tentaram fazer uma revisão sistemática. Não encontraram nenhum ensaio. Investigação precisa-se! 
https://t.co/fZv89xxieu #revisãosistemática

Suplementar com ferro em doentes com insuficiência cardíaca associado a menor hospitalização e melhor função sistólica. 
https://t.co/ILgW6pBiwF #revisãosistemática

Estudos Primários

Quedas em idosos: programa RESPOND – acompanhamento centrado na pessoa após episódio de urgência por queda. Reduziu novas quedas e fracturas (ainda que resultado primário não atingido – quedas e lesões por quedas) 
https://t.co/lQMOKJQSSe #ensaioclinico

Burnout médico: investimento para reduzir burnout vale a pena. Políticas e ambientes que reduzem burnout poupam uma quantia “substancial” de dinheiro 
https://t.co/rS50KvN9cP #custoefectividade

Consultadoria web based por especialidades hospitalares a médicos de família reduz significativamente as referenciações a hospital. Ganha-se menos tempo e dinheiro. 
https://t.co/P8oeQivffU #estudopiloto

Não é necessário jejum antes de medir lípidos. Prova robusta 
https://t.co/QrmuJ7hxOm #observacional

Crenças e atitudes dos médicos sobre as benzodiazepinas. Percepção dos riscos está lá, faltam recursos e formação.
Estudo português por colegas MGF no BMC Family Practice. 
https://t.co/EFV40ne98y #observacional

Consumo de alimentos ultraprocessados associado a maior risco de doenças cardiovasculares, coronaria e cerebrovasculares. 
https://t.co/GAbGs7MG30 #observacional

Consumo elevado de ultraprocessados (> 4 porções diárias) associado a um risco (relativo) aumentado de 62% de mortalidade por todas as causas. Cada porção adicional mortalidade aumentada em 18%. 
https://t.co/KGqyFGvR8X #observacional

Somos mais inteligentes como grupo que como indivíduos. Também na medicina. Diagnósticos mais precisos quando os fazemos em grupo. 
https://t.co/RN6JxzOJrq #observacional

Saúde pública no Reino Unido apelam aos pais para vacinarem as crianças. Considetavel número de casos de sarampo registados nos primeiros meses do ano. 
https://t.co/LnZgSvb4nn #populacional

Outros

Dieta baixa em gordura NÃO se associa a menor risco cardiovascular nem menor mortalidade. Mito desfeito 
https://t.co/hd2ueCZrOf #sinopse

Perder peso: estratégias e evidência de suporte. 
https://t.co/Gz2jiihZcN #revisãonãosistemática

Cetoacidose diabética e síndrome hiperglicemico hiperosmolar. Revisão das complicações agudas da diabetes em adultos 
https://t.co/fk0r8F3QxC #revisãoclinica #educaçãomédica

Comunicação em ciência: recomendações e conselhos úteis para quem queira traduzir ciência para uma linguagem mais acessível 
https://t.co/MjCIFspsja #recursos #ComunicaCiencia

FDA aprova testes extragenitais para Clamidia, gonorreia e outras DST.
Que venham a preços acessíveis. 
https://t.co/zwXL9ICOYz #diagóstico

Evidentia da Semana #212019

Destaque

episódio do podcast dedicado à vacina contra a Meningite B e folheto para decisão partilhada

Como esclarecer dúvidas clínicas? Publicação na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Entre outras dicas, explicamos a razão de dividir os artigos em recomendaões elaboradas sistematicamente, revisões sistemáticas e estudos primários https://t.co/Wlp2hrWxAt

Curso de Avaliação de Literatura Médica – 4ª edição – 01 a 05 de Julho de 2019 – inscrições abertas – link aqui

Recomendações elaboradas sistematicamente

Ginecomastia: recomendações da sociedade europeia de andrologia. Guideline GRADE 
https://t.co/42wXHbsXf1 #recomendações

Estudos Primários

Quedas em idosos: programa RESPOND – acompanhamento centrado na pessoa após episódio de urgência por queda. Reduziu novas quedas e fracturas (ainda que resultado primário não atingido – quedas e lesões por quedas) 
https://t.co/lQMOKJQSSe #ensaioclinico

Asma moderada: guidelines recomendam SABA em sos . Novo estudo mete isso em questão ao reportar que associação formoterol+budesonida em sos é superior a salbutamol em sos. 
https://t.co/zcZl3EJJbe #ensaioclinico 
https://t.co/ZrM9ctBwNf #editorial

Gonorreia: gentamicina menos eficaz que ceftriaxona. https://t.co/LdYmQREfjW #experimental

Primeiro mapa de vida da saúde humana, mapeando as 50 condições mais comuns em cada década de vida, e a mediana de idade ao diagnóstico para 308 condições. 3872451 doentes analisados 😳 Vejam as tabelas e gráficos 
https://t.co/t3vsrsLawo #populacional

Rastreio cancro do pulmão em fumadores. Continuamos a não estar lá. De cada 1000 que fazem TAC 3 vezes o preço para que 3 tenham benefício são imensos falsos-positivos e sobrediagnosticados. 
https://t.co/5YBEt0np1U #rastreio

Eu e Bruno Heleno escrevemos um editorial sobre este assunto há uns tempos atrás: A discussão sobre o rastreio do cancro do pulmão que devíamos começar (a propósito do estudo desta semana) 
https://t.co/oG8dsTpMxd #opiniao

Cancro colo-rectal: estudo populacional em 7 países desenvolvidos reporta aumento da incidência de cancros avançados em menores de 50 anos. Faltam explicações https://t.co/hr5qZTExId #populacional

Acumulação de baixo nível educacional e sedentarismo associada a desenvolvimento prematuro de diabetes e hipertensão. Outra vez: determinantes sociais e comportamentais devem ser o foco de qualquer política preventiva. 
https://t.co/AiaGxjKDFR #observacional

Calculadora de Risco Cardiovascular machine learning supera características diagnósticas das calculadoras clássicas da ACC/AHA. Dá estatina a menos gente. 
https://t.co/rJZmvmDku3 #diagnostico

Na Noruega como cá: mudanças legislativas, aumento da burocracia; mudanças nas expectativas dos doentes e no comportamento de procura de cuidados. Tudo factores identificados pelos médicos como causas da carga de trabalho 
https://t.co/QNp0CPtD7B #qualitativo

Wikipedia e saúde: os doentes usam, os estudantes de medicina usam, os médicos usam ainda que não o admitem. Reflexão interessante sobre a oportunidade perdida pelas instituições de saúde para informar adequadamente a população. 
https://t.co/uDfGcbRVeK #opinião

Fractura da anca: combinação de alta ingesta de vitaminas B6 e B12 associada a risco aumentado de fratura da anca. Associação causal muito pouco provável mas a mensagem é que suplementar não faz qualquer sentido. 
https://t.co/idbqbcj72d #observacional

Qualidade: incorporar os doentes no desenho dos processos das instituições de saúde provavelmente oferece mais valor que análise de reclamações. 
https://t.co/tUkI91WFa7 #qualitativo

Saúde pública no Reino Unido apelam aos pais para vacinarem as crianças. Considetavel número de casos de sarampo registados nos primeiros meses do ano. 
https://t.co/LnZgSvb4nn #populacional

Outros

Epiglotite – sumário em linguagem simplificada https://t.co/KsID24YzdN #educação

Isto tem de preocupar-nos como sociedade: de 2012 a 2016 a indústria farmacêutica doou mais de €65M para organizações de pacientes do Reino Unido. Dados muito pouco transparentes. Alvo principal cancro. 
https://t.co/lzQ9kGWCfz #análise

Evidentia da Semana #202019

Destaque

episódio do podcast dedicado à vacina contra a Meningite B e folheto para decisão partilhada

Como esclarecer dúvidas clínicas? Publicação na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Entre outras dicas, explicamos a razão de dividir os artigos em recomendaões elaboradas sistematicamente, revisões sistemáticas e estudos primários https://t.co/Wlp2hrWxAt

Curso de Avaliação de Literatura Médica – 4ª edição – 01 a 05 de Julho de 2019 – inscrições abertas – link aqui

E agora a literatura da semana.

Recomendações elaboradas sistematicamente

Hipotiroidismo subclínico (TSH elevada e FT4 normal) em adultos: não tratar!! Recomendação forte. 
https://t.co/lto79udlWw #recomendações

Doença de Chron: diagnóstico e gestão clínica. Sinopse de guideline 
https://t.co/Dh1Lpejc4X #recomendações

Artrite idiopática juvenil: guidelines de 2019 da American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Atenção ao baixo nível de evidência de algumas recomendações 
https://t.co/5P6Rc8iCcn #recomendações

OMS sublinha relevância do exercício físico na prevenção da demência. Evidência de qualidade moderada; recomendação forte. 
https://t.co/IZ5jB849bP #recomendações

Revisões sistemáticas

Prescrição potencialmente inadequada em idosos associada a:
+ idas à urgência,
+ hospitalizações;
+ eventos adversos;
+ declínio funcional;
– qualidade de vida
Qualificação da prescrição é muito necessária!
https://t.co/rx59j8mlkR #revisaosistematica

Idosos e Fragilidade – combinação de treino de força e suplementação proteica é eficaz para atrasar ou reverter a fragilidade.
Será? Graves limitações metodológicas. Treino tem efeito na diminuição de risco de quedas. 
https://t.co/MtuUErhIXe #revisãosistemática

57% dos abstracts e 67% do texto principal de artigos de ensaios cardiovasculares reportam resultados primários estatísticamente negativos de uma forma manipulada dando um tom positivo aos mesmos. 
https://t.co/JPUbDxvsMu #revisãosistemática

Estudos primários

Cuidados de saúde explicam 5-15% da variação na morte prematura. Já os determinantes sociais e comportamentais são responsáveis por 16-65% dessa mesma variação. Onde é que estamos a meter os euros? 
https://t.co/DIhrOypkrQ #populacional

Determinantes sociais: é possível em menos de 1 minuto obter informação essencial sobre problemas sociais graves.
Estes autores demonstram isso bem. Se não perguntarmos não saberemos. 
https://t.co/xxVTQYapk1 #observacional

Dabigatrano não foi superior ao AAS na prevenção secundária de AVC. Ensaio clínico 
https://t.co/OtwD8URBAZ #experimental

Comida ultraprocessada levou a maior ingestão de calorias e ganho de peso vs comida não processada num ensaio clínico. Algumas limitações metodológicas mas sublinha o quão suceptíveis somos.  https://t.co/vNisHIQWrW #experimental

O que pensam pessoas com multimorbilidade quando não concordam com a desprescrição de medicamentos.
Maior literacía científica é necessária!
https://t.co/fepFTQ41kV #qualitativo

O uso de tramadol foi associado a um maior risco de uso prolongado de opioides em pacientes com um episódio agudo de dor em comparação com outros opioides de curta duração.
Estudo observacional. Para ter cuidado mas é muito relevante tratar adequadamente a dor.
https://t.co/DGE08uH5JE #observacional

Outros

Estatinas nos idosos: efeitos absolutos. Em >75 anos não são eficazes em prevenção primária. Revisão. 
https://t.co/5DvAbh7J4Y #sinopse

Decisão clínica personalizada requer:
– melhor aquisição, integração e análise de informação de saúde
– novas medições do estado de saúde/doença
– ferramentas comunicacionais para melhor suportar decisões entre doentes e clínicos 
https://t.co/s2fyyhfSvN #opinião

11 domínios dos cuidados primários numa ferramenta: acessibilidade, contexto comunitário, advocacia, abrangência, continuidade, coordenação, contexto familiar, cuidados orientados para objetivos, promoção da saúde, integração e relacão. 
Que venha a validação desta ferramenta.
https://t.co/bqMH4wrDez 

Evidentia da Semana #192019

Destaque

Muita literatura esta semana. Algumas discussões e recursos na secção final “outros” são imperdíveis! Para digerir com calma.
Mantemos o destaque do Curso de Avaliação de Literatura Médica – 4ª edição – 01 a 05 de Julho de 2019 – inscrições abertas – link aqui

Recomendações

AVC e AIT – guideline da NICE. Atenção porque as recomendações são para o contexto britânico. Atenção: necessário contextualizar para a nossa realidade. Falam de centros de atendimento a AVC e uso de RMN como primeira linha no Dx diferencial.
https://t.co/aAYnG54Yh9 #recomendações

Ovário poliquístico – guideline pra avaliação e gestão clínica 31 recomendações baseadas em evidências, 59 recomendações de consenso clínico e 76 pontos de prática clínica 
https://t.co/fKruA39EU8 #recomendações

Revisões Sistemáticas

Lombalgia e o Dr. Google: websites não comerciais de livre acesso demonstram baixos padrões de credibilidade, fornecem informações imprecisas e não informam adequamente de acordo com os diferentes tipos de LBP. 
https://t.co/JToBpCff25 #revisãosistemática

Estudos primários

Polifarmácia: revisão da medicação atendendo aos objectivos pessoais do doente pode levar a melhor qualidade de vida e decréscimo no número de problemas de saúde. Ensaio DREAMeR 
https://t.co/HS7mLz6eU2 #ensaioclinico

Diabetes: autogestão vs gestão médica na titulação de insulina glargina em diabéticos não controlados. Auto-gestão melhor. 2 notas: 1. envolver a pessoa na gestão dos seus problemas é essencial; 2. nem todos o conseguem https://t.co/urSLOs4GLv #ensaioclinico

Voluntários + equipa de cuidados primários no apoio aos objectivos de saúde e necessidades dos idosos. Ensaio negativo mas.. 1.pouco tempo de seguimento; 2. resultados apontam no bom sentido;3. fantástica ideia! 
https://t.co/fXLgvBvVZl #ensaioclínico

Rastreio do cancro do cólon: AAS (dose única) antes de PSOF não melhora a acuidade diagnóstica do teste. 
Nota: a plausabilidade biológica é o AAS fazer sangrar mais facilmente zonas frágeis (como o tecido neoplásico).
https://t.co/rrZ0eGi6WK #ensaioclínico

Progesterona ineficaz nas ameaças de aborto (hemorragias) no primeiro trimestre da gravidez. Não leva a mais nascimentos. 
https://t.co/2tvlIf8UvX #ensaioclinico

Multimorbilidade: gestão de doenças crónicas através de mensagens electrónicas num portal. Estudo Qualitativo. Os doentes vêm vantagens neste tipo de interacção, sempre que seja depois de uma consulta presencial. Também vêm riscos. https://t.co/Tig48tNVdb #qualitativo Opinião da fantástica @susanmsmith sobre o ensaio TAPESTRY mencionado no útlimo
https://t.co/IYaAEg1ntt #opinião

Demência e as barreiras à decisão clínica: falta de informação sobre eficácia e segurança dos medicamentos; dificuldade em avaliar os efeitos da mesma e a percepção de que interromper os medicamentos é vista como “desistir”. https://t.co/vIVBVDSOCK #qualitativo

Diabetes iSGLT2 e gangrena de fournier (fasceíte necrotizante). Análises de casos reportados à FDA. Cuidado! Importante reconhecer cedo. https://t.co/aAju1L23rt #observacional

Próstata: uso de 5alfa-reductasas pré-diagnóstico associado com atraso no diagnóstico e maior mortalidade em homens que fizeram rastreio com PSA. Uii.. cuidado.  
https://t.co/QC9U1FvDIY #observacional

Sexo: cada vez se faz menos. 🤨
Estudo no Reino Unido. Qual a repercussão destes dados na saúde pública? https://t.co/hYTnWmLlcU #observacional

Probióticos após antibióticos. Evidência que apoia eficácia é fraca e com viéses e a segurança a longo prazo é desconhecida em pessoas doentes. Investigação mais rigorosa a ser feita. https://t.co/aMKlg1jUAA #revisão narrativa

Dieta e mortalidade: os riscos alimentares foram responsáveis por 11 milhões mortes (22% de todas as mortes entre adultos) e 255 milhões DALYs (15% de todos os DALYs entre adultos); Vejam os gráficos no final do post👇 https://t.co/7ncNnqNiSZ #populacional

Outros

NOAC – está entornado o caldo.
Dúvidas lançadas sobre falsificação de dados no ensaio do Apixabano. O silêncio da Pfizer e do NEJM é ensurdecedor. https://t.co/YnRHNqBTQN 
Estas dúvidas não são novas: https://t.co/hwVG8qD2dY #opinião

Currently, there is massive production of unnecessary, misleading, and conflicted systematic reviews and meta‐analyses” Alerta de J. Ioannidis https://t.co/4unOI20DQz #opinião

O que é o viés de publicação? Resposta aqui: https://t.co/VQqU9iqRIu Se quiserem entender isto numa aula com exemplos 👉 CALM (curso de avaliação de literatura médica) 1ª semana de julho na NOVA Medical School Lisboa 
https://t.co/Jq58yVWTQu #educaçãomédica

Diabetes iSGLT2 e GLP-1: resumo de benefícios cardiovasculares e os efeitos adversos. Recordem que: 1. população: DMT2 com elevado risco de evento cardiovascular 2. fármacos novos: meter a lente céptica sff 
https://t.co/ocNUGmVkgs #educaçãomédica

Guia para métodos anticonceptivos (em espanhol) https://t.co/f1LHLhzVLy #educaçãomédica


#orgulhoealegria

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