Vacina contra o sarampo, parotidite e rubéola e Autismo: haverá relação?

Clara Jasmins

Os autores realizaram um estudo coorte na Dinamarca, onde incluíram todas as crianças nativas e oriundas de mães Dinamarquesas, nascidas entre 1 de Janeiro de 1999 e 31 de Dezembro de 2010.

A população do estudo incluiu 657 461 crianças.

Nesta população foi avaliada a informação acerca do estado vacinal relativamente à VASPR e outras vacinas, diagnóstico de autismo e fatores de risco para autismo.

Este estudo sugere fortemente que a vacina VASPR não aumenta o risco de autismo, não despoleta o autismo em crianças suscetíveis e não está associada a clusters de casos de autismo após vacinação.

Foram consideradas 5 035 754 pessoas-ano para follow-up entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Agosto de 2013. Destas, 6 517 crianças foram diagnosticadas com autismo (taxa de incidência de 129.7 por 100 000 pessoas-ano). Quando comparadas crianças vacinadas e não-vacinadas com VASPR, obteve-se um hazard ratio (HR) ajustado de 0.93 (95% IC 0.85-1.02). O gigantesco tamanho amostral, a confiança na qualidade dos registos e o estreito intervalo de confiança obtido dá-nos muita segurança na conclusão que não existe associação entre a vacina VASPR e autismo.

Referência: Hviid, Anders, et al. «Measles, Mumps, Rubella Vaccination and Autism: A Nationwide Cohort Study». Annals of Internal Medicine, Março de 2019. Crossref, doi:10.7326/M18-2101.

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