Evidentia da semana #172019

Destaque

Curso de Avaliação de Literatura Médica – 4ª edição – 01 a 05 de Julho de 2019 – inscrições abertas – link aqui

Recomendações

Diabetes: recomendações alimentares para pessoas em risco
(vamos evitar o rótulo pré-diabetes)
O que sobressai é a recomendação de intervenções intensivas no estilo de vida devem ser prioridade para serviços de saúde
https://t.co/okAJBI0zyO #recomendações

Rastreio bacteriúria assintomática em mulheres adultas:
grávidas SIM; resto NÃO
https://t.co/SLmWPJeQGq #recomendações

Crianças e Grávidas: USPSTF conclui que não tem evidência para recomendar a favor ou contra o rastreio de níveis elevados de chumbo. USPSTF – https://t.co/4hrjwrL0pU #recomendações
Editorial JAMA – https://t.co/wwwQDhRNg6 

Declaração de Copenhaga para Actividade Física e envelhecimento. 30 recomendações organizadas em 4 temas: capacidade funcional; cognição e saúde mental; alteração de comportamentos; perspectiva social 
https://t.co/cHGQEgYRqf #recomendações

Revisões Sistemáticas

Inequidade nos cuidados de saúde: baixo nível socioeconómico associado a mais morte em hospital (vs em casa); a mais episódios de urgência no último ano de vida; a menos acesso a cuidados paliativos; 
https://t.co/Gw28dz4dCv #revisãosistemática

DPOC: acrescentar LAMA a terapia dupla com ICS/LABA acrescentou benefício clínico (FEV1, exacerbações, efeitos adversos CV).
https://t.co/nFH75c8R17 #revisãosistemática

Infecções urinárias de repetição nas crianças: tratamento de longa duração (2 meses a 2 anos) com antibióticos oferece pequeno benefício que contrasta com potencial risco de efeitos adversos.
Decisão difícil que deve mesmo ser individualizada (risco individual).
https://t.co/1XYf1rGi50 #revisãosistemática

Estatinas em prevenção primária – revisão de revisões sistemáticas
Lá está: decisão individualizada. Depende do risco cardiovascular basal 
https://t.co/TuykA7wH6P #revisãosistemática

Alergia ao amendoim: os regimes de imunoterapia oral disponíveis aumentam o risco de reacção alérgica e anafilaxia. Atenção!
Precisamos urgentemente de novas opções e de ensaios bem feitos. 
https://t.co/Ml0dSvkaWs #revisãosistemática #metaanálise

Estudos Primários

Hidroxicloroquina com bons resultados na proteinuria da Nefropatia IgA. Estudo pequeno que deve dar lugar a um estudo maior mas é promissor (importante pela falta de tratamentos para evitar transplantes em jovens) 
https://t.co/rX19IAJMSB #ensaioclinico

Devemos adicionar relaxantes musculares a anti-inflamatórios na lombalgia? não vale a pena. 
https://t.co/jAQnyQeI1v #ensaioclinico
A minha pergunta é: e os anti-inflamatórios valem a pena? Já sabiamos q são pouco mais que placebo https://t.co/ONGKuhAmyZ

Semaglutido na diabetes: mais um ensaio com resultados glicémicos e não resultados clinicamente relevantes… insuficiente para entrar no arsenal 
https://t.co/6JGXNPpWAC #ensaioclinico #queremosoutcomesclinicos

Metformina associada a redução de peso e manutenção dessa redução a longo prazo. As restantes conclusões dos autores parecem-me roçar a especulação. 
https://t.co/56VMF09Csj #análiseposthoc

Saltar pequeno almoço: estudo associa maior mortalidade nas pessoas que não tomam nunca pequeno-almoço. Atenção: estudo observacional 
https://t.co/K6BDydvNae #observacional

Morte súbita nos bébes – estudo confirma: devem dormir de costas, cama individual (não partilhada) e sem roupa de cama macia (cobertores, almofadas, travesseiros, etc..) na sua área de sono 
https://t.co/POrMvPcd5b #observacional

Tabaco e gravidez: deixar de fumar associado a redução do risco de parto prematuro, mesmo para grandes fumadoras – e quanto mais no início da gravidez melhor. 
https://t.co/wajs10dS5D #observacional

Cada vez passamos mais tempo sentados. Crianças e adolescentes ocupam cada vez mais do seu tempo de lazer sentados a olhar para ecrãs. 
https://t.co/fqCtrR0qSY #observacional #boraláparaforajogaràbola

Outros

Videos explicativos para inaladores – em inglês 
https://t.co/Dmu46QW8e4 #útil #educaçãomédica

Sarampo: 681 casos nos EUA – o maior número desde há 19 anos.
Vale a pena este editorial no Lancet – https://t.co/QxGEW37toi 
números no CDC https://t.co/taPvFWlCoP #VacinasFuncionam

Tempo de abandonar rastreios oncológicos? “O rastreio continua a ser promovido como um fundamental no controlo do cancro, apesar da evidência cada vez maior de que são criados mais danos do que benefícios” https://t.co/kf5ia0UpKW #opiniao

MGF no Sociedade Civil da RTP2 – Parabéns Alexandra pelo testemunho e pelas palavras que muito dignificam a MGF (como habitual aliás). Tb muito bem o Dr. Carlos Nunes e o Dr. Henrique Botelho. Obrigado aos três pela fantástica representação da MGF
https://www.rtp.pt/play/p5300/e402900/sociedade-civil

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Duração de antibioterapia em cuidados primários – Notas de Evidentia #11 | 2019

por Gisela Costa Neves

Qual a pergunta?

Estão a ser cumpridas as recomendações relativas à duração de antibioterapia para tratamento de infecções comuns em consultas dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) em Inglaterra?

O que fizeram?

Estudo observacional (cross-sectional).
Foram consultados os registos de 931 015 consultas nos CSP em Inglaterra em que houvesse prescrição de antibioterapia para uma das seguintes indicações: sinusite aguda, sintomatologia aguda de garganta irritada, bronquite e tosse aguda, otite média aguda, cistite aguda, prostatite aguda, pielonefrite, celulite, impétigo, escarlatina e gastroenterite.

Avaliaram a % de prescrições de antibióticos com duração de tratamento superior às recomendadas por guidelines e o número total de dias de antibioterapia além da duração recomendada para cada uma das indicações acima.

O que concluem?

Para a maioria das infecções tratadas nos CSP, verificou-se uma % substancial de prescrições de antibióticos com duração de tratamento superior à recomendada em normas de orientação clínica.

Cumprir a duração de antibioterapia recomendada é uma estratégia para reduzir a exposição a antibióticos. Sugerem que devem ser investigados os motivos que condicionam pouca adesão a seguir as durações de tratamento recomendadas.

Notas

Os motivos mais comuns para prescrição de antibioterapia foram: bronquite e tosse aguda (n=386 972; 41,6% das consultas), sintomatologia aguda de garganta irritada (n=239 231; 25,7% das consultas), otite média aguda (83 054; 8,9%) e sinusite aguda (76 683; 8,2%).

Mais de 2/3 dos antibióticos foram prescritos para tratamento de infecções agudas do aparelho respiratório superior, sendo que 80% destes excederam a duração de tratamento recomendada. Excepções: sinusite aguda (apenas 9.6% das prescrições excederam a duração do tratamento em 7 dias, IC 95% 9.4% – 9.9%) e sintomatologia de garganta seca (2,1% excederam a duração de 10 dias, IC 95% 2.0% – 2,1%, sendo que guidelines mais recentes recomendam apenas 5 dias). No que toca ao tratamento da cistite aguda, mais de 54.6% (54.1% – 55%) das prescrições excederam a duração recomendada, nas mulheres. A % de prescrições de antibióticos com duração de tratamento superior às recomendadas foi menor em infecções não respiratórias.

Para um total de 931 015 consultas incluídas no estudo, o total de dias de antibioterapia além do recomendado foi de cerca de 1,3 milhões de dias. De notar que não foram avaliadas outras condições dos doentes que pudessem justificar uma duração de tratamento superior à recomendada.

Referência bibliográfica

Pouwels, Koen B., et al. «Duration of Antibiotic Treatment for Common Infections in English Primary Care: Cross Sectional Analysis and Comparison with Guidelines». BMJ, Fevereiro de 2019, p.I440. Crossref, doi:10.1136/bmj.I440ano

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