Evidentia da Semana #202019

Destaque

episódio do podcast dedicado à vacina contra a Meningite B e folheto para decisão partilhada

Como esclarecer dúvidas clínicas? Publicação na Revista Portuguesa de Medicina Geral e Familiar. Entre outras dicas, explicamos a razão de dividir os artigos em recomendaões elaboradas sistematicamente, revisões sistemáticas e estudos primários https://t.co/Wlp2hrWxAt

Curso de Avaliação de Literatura Médica – 4ª edição – 01 a 05 de Julho de 2019 – inscrições abertas – link aqui

E agora a literatura da semana.

Recomendações elaboradas sistematicamente

Hipotiroidismo subclínico (TSH elevada e FT4 normal) em adultos: não tratar!! Recomendação forte. 
https://t.co/lto79udlWw #recomendações

Doença de Chron: diagnóstico e gestão clínica. Sinopse de guideline 
https://t.co/Dh1Lpejc4X #recomendações

Artrite idiopática juvenil: guidelines de 2019 da American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Atenção ao baixo nível de evidência de algumas recomendações 
https://t.co/5P6Rc8iCcn #recomendações

OMS sublinha relevância do exercício físico na prevenção da demência. Evidência de qualidade moderada; recomendação forte. 
https://t.co/IZ5jB849bP #recomendações

Revisões sistemáticas

Prescrição potencialmente inadequada em idosos associada a:
+ idas à urgência,
+ hospitalizações;
+ eventos adversos;
+ declínio funcional;
– qualidade de vida
Qualificação da prescrição é muito necessária!
https://t.co/rx59j8mlkR #revisaosistematica

Idosos e Fragilidade – combinação de treino de força e suplementação proteica é eficaz para atrasar ou reverter a fragilidade.
Será? Graves limitações metodológicas. Treino tem efeito na diminuição de risco de quedas. 
https://t.co/MtuUErhIXe #revisãosistemática

57% dos abstracts e 67% do texto principal de artigos de ensaios cardiovasculares reportam resultados primários estatísticamente negativos de uma forma manipulada dando um tom positivo aos mesmos. 
https://t.co/JPUbDxvsMu #revisãosistemática

Estudos primários

Cuidados de saúde explicam 5-15% da variação na morte prematura. Já os determinantes sociais e comportamentais são responsáveis por 16-65% dessa mesma variação. Onde é que estamos a meter os euros? 
https://t.co/DIhrOypkrQ #populacional

Determinantes sociais: é possível em menos de 1 minuto obter informação essencial sobre problemas sociais graves.
Estes autores demonstram isso bem. Se não perguntarmos não saberemos. 
https://t.co/xxVTQYapk1 #observacional

Dabigatrano não foi superior ao AAS na prevenção secundária de AVC. Ensaio clínico 
https://t.co/OtwD8URBAZ #experimental

Comida ultraprocessada levou a maior ingestão de calorias e ganho de peso vs comida não processada num ensaio clínico. Algumas limitações metodológicas mas sublinha o quão suceptíveis somos.  https://t.co/vNisHIQWrW #experimental

O que pensam pessoas com multimorbilidade quando não concordam com a desprescrição de medicamentos.
Maior literacía científica é necessária!
https://t.co/fepFTQ41kV #qualitativo

O uso de tramadol foi associado a um maior risco de uso prolongado de opioides em pacientes com um episódio agudo de dor em comparação com outros opioides de curta duração.
Estudo observacional. Para ter cuidado mas é muito relevante tratar adequadamente a dor.
https://t.co/DGE08uH5JE #observacional

Outros

Estatinas nos idosos: efeitos absolutos. Em >75 anos não são eficazes em prevenção primária. Revisão. 
https://t.co/5DvAbh7J4Y #sinopse

Decisão clínica personalizada requer:
– melhor aquisição, integração e análise de informação de saúde
– novas medições do estado de saúde/doença
– ferramentas comunicacionais para melhor suportar decisões entre doentes e clínicos 
https://t.co/s2fyyhfSvN #opinião

11 domínios dos cuidados primários numa ferramenta: acessibilidade, contexto comunitário, advocacia, abrangência, continuidade, coordenação, contexto familiar, cuidados orientados para objetivos, promoção da saúde, integração e relacão. 
Que venha a validação desta ferramenta.
https://t.co/bqMH4wrDez 

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Fragilidade e mortalidade – notas de evidentia #4|2019

Por Inês Mendes Correia

Em indivíduos institucionalizados, com 65 ou mais anos, sem demência e independentes nas atividades de vida diária (AVDs), qual o impacto da fragilidade física e défice cognitivo no tempo até ocorrer dependência nas AVDs e morte?

O que fizeram?

Estudo de coortes prospectivo. Foram incluídos 7338 indivíduos institucionalizados, com 65 ou mais anos, sem demência e independentes nas AVDs (tempo de estudo: 8 anos).
Estes indivíduos foram primariamente avaliados quanto à fragilidade física e défice cognitivo por critérios já validados. Foram então distribuídos em 4 grupos: sem défices (n=5192); apenas fragilidade física (n=676); apenas défice cognitivo (n=1073); com os 2 défices (n=397).
Foram executados modelos de risco, associando a fragilidade física e o défice cognitivo com os outcomes após ajuste para as variáveis sociodemográficas, comorbilidades, depressão e tabagismo.
O objectivo foi estimar o efeito combinado da fragilidade física e do défice cognitivo no risco de dependência nas AVDs e morte durante 8 anos.

O que concluem?

Concluem que a fragilidade física e défice cognitivo são preditores independentes de dependência nas AVDs e morte.

Notas: A prevalência de fragilidade física foi de 15%, défice cognitivo 19% e ambos os défices 5%. A adição da avaliação cognitiva aos modelos que já incluíam fragilidade física aumentou a precisão na identificação dos indivíduos com maior risco de dependência nas AVDs (Harrell’s concor- dance [C], 0.74 vs 0.71; P < .001) e morte (Harrell’s C, 0.70 vs 0.67; P < .001).


Referência: Aliberti, Márlon J. R., et al. «Assessing Risk for Adverse Outcomes in Older Adults: The Need to Include Both Physical Frailty and Cognition». Journal of the American Geriatrics Society, vol. 0, n. 0, Novembro de 2018. onlinelibrary.wiley.com (Atypon), doi:10.1111/jgs.15683 ligação aqui

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