Evidentia da semana #122019

DESTAQUE

Agradecemos ao Dr. José Luis Biscaia pelo destaque que deu ao Evidentia Médica na cerimónia de encerramento do 36º ENMGF em Braga.

Devemos usar IBPs no controlo de sintomas dispépticos esporádicos?

Artigo da semana:

Rastreio de cancro da mama com Mamografia + Ecografia aumenta risco de falsos positivos e sobrediagnóstico sem acrescentar benefícios.
Tão difícil ir contra práticas instaladas. 
https://t.co/59JZM1AjUE #rastreio

RECOMENDAÇÕES ELABORADAS SISTEMÁTICAMENTE

Aspirina na prevenção primária de de eventos cardiovasculares.
Na grande maioria riscos superam benefícios.
Guideline ACC/AHA 2019 https://t.co/q46F725vmx 
Tools for practice https://t.co/Strfd7Hp6l
#recomendações

Introdução de alimentos na dieta dos bebés para prevenção de dermatite atópica, asma e alergias alimentares. Recomendação do amendoim mudou. Quanto mais cedo melhor. ATENÇÃO: em formato próprio para crianças https://t.co/8Hlvzk1F7I #recomendações

REVISÕES SISTEMÁTICAS

AD-8 – Teste para rastreio de demência. Elevada sensibilidade mas baixa especificidade. Não serve para diagnóstico. Pode ter interesse para rastreio. 
https://t.co/N6nFT7lfrc #revisaosistematica

Demência – memantina tem pequeno benefício clínico nos casos moderados-graves. Nos casos ligeiros nenhum. 
https://t.co/SwgUbZMi4u #revisaosistematica

Incontinência urinária: revisão sistemática e meta-análise em rede que avalia tratamentos farmacológicos e não farmacológicos. – tratar é melhor que não tratar – terapia comportamental melhor que fármacos. 
https://t.co/UPLubEGvXS #revisãosistematica

A maior parte dos medicamentos mantêm-se estáveis muito para além de 5 anos após a data de validade indicada.
Segurança dos doentes ou negócio?
https://t.co/3QDkOmAog2 #revisaosistematica
via @rincondesisifo e @ernestob

ESTUDOS PRIMÁRIOS

Em doentes com FA + enfarte agudo do miocárdio recente a fazer um inibidor da P2Y12 um regime antitrombótico com apixabano (sem AAS) foi superior a regimes com antagonistaVitK, AAS ou ambos. https://t.co/ryLGHkQFQf #eca

Actividade física: mesmo 10 min/semana podem ajudar. Quanto mais tempo mais os benefícios. Seguimento de 9 anos de 88000 adultos https://t.co/TZEIxDCZji #observacional

Fibrilhação Auricular: ablação por catéter vs medicação. Ensaio clínico CABANA – ablação tem maior qualidade de vida aos 12 meses.
Sem diferença na mortalidade e eventos cardiovasculares https://t.co/T2f6uopZgD – #eca

Robots a entrevistarem idosos para ajudar médicos a recolher história clínica? Ao ritmo a que a SPMS anda isto deve ser implementado em Portugal ainda este ano. Não funcionará, mas estará disponível caso os médicos queiram inovar. 😉 
https://t.co/EC7c3Bs8yK #eca

OUTROS

O NEJM faz uma revisão da infecção por H. Pylori. 
https://t.co/qhaZTfwPCK #revisaoclassica

O que é ou não estatisticamente significativo. Reflexão importante na @nature https://t.co/ytqtGoSNoB #opiniao #evidentiamedica
March 22, 2019 at 08:06PM

Risco genético, estilo de vida e incidência de AVC – notas de evidentia #5 | 2019 Leia o nosso resumo https://t.co/K6czHLPlY7https://t.co/F0Hk5s307b

Não resistimos a partilhar a fantástica interpretação de The Doctor de Sir Luke Fildes feita por @NathanAGray

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Inibidores da bomba de protões e segurança – notas de evidentia #5 | 2019

Por Clara Jasmins

Haverá efeitos adversos relevantes associados ao uso prolongado de fármacos inibidores da bomba de protões?

O que fizeram?

Revisão sistemática de estudos observacionais com meta-análise.
Foram incluídos 43 estudos na revisão sistemática, dos quais foram incluídos 28 na meta-análise.

O que concluem?

O uso prolongado de IBPs poderá estar associado a eventos adversos minor, mas também outros potencialmente graves. Recomenda-se uma prescrição cautelosa, para melhorar a eficácia da medicação e a segurança dos pacientes.

Notas: Na meta-análise verificou-se um aumento de risco de Pneumonia adquirida na comunidade em 67% (Odds ratio (OR) 1.67; Intervalo de confiança (CI) 1.04–2.67), com elevada heterogeneidade (I2 99%). Doentes do sexo masculino apresentavam maior risco do que as do sexo feminino (OR 2.40; CI 1.50–3.86 e OR 0.95; CI 0.82–1.10, respetivamente) e aqueles que fazem altas doses do fármaco têm também maior risco de desenvolver pneumonia que os que fazem baixa dose (OR 2.40; CI 1.50–3.86 vs. OR 1.67; CI 0.84–3.30, respetivamente)
Relativamente a fraturas da anca houve um aumento de 42% (OR 1.42; CI 1.33–1.53), com elevada heterogeneidade (I2 81%) e aumento da estimativa pontual relativamente ao cancro colo-retal em 55% (OR 1.55; CI 0.88–2.73), também com elevada heterogeneidade (I2 97%), contudo este último dado não é estatisticamente significativo.
Relativamente ao cancro gástrico houve um aumento de 78% (OR 1.78; CI: 1.41–2.25), I2 67%, contudo trata-se de uma meta-análise com apenas 2 estudos.

Atente-se que este estudo apresenta várias limitações: é uma revisão sistemática baseada em estudos observacionais, portanto prova científica de menor qualidade; os autores assumem que poderá haver um viés de publicação, muitos destes doentes têm comorbilidades que podem justificar estes eventos adversos, além de que não podem ser excluídos outros possíveis fatores de confundimento.


Islam, Md. Mohaimenu., et al. «Adverse Outcomes of Long-Term Use of Proton Pump Inhibitors: A Systematic Review and Meta-Analysis». European Journal of Gastroenterology & Hepatology, vol. 30, n. 12, Dezembro de 2018, pp. 1395–405. ligação aqui

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