Fragilidade e mortalidade – notas de evidentia #4|2019

Por Inês Mendes Correia

Em indivíduos institucionalizados, com 65 ou mais anos, sem demência e independentes nas atividades de vida diária (AVDs), qual o impacto da fragilidade física e défice cognitivo no tempo até ocorrer dependência nas AVDs e morte?

O que fizeram?

Estudo de coortes prospectivo. Foram incluídos 7338 indivíduos institucionalizados, com 65 ou mais anos, sem demência e independentes nas AVDs (tempo de estudo: 8 anos).
Estes indivíduos foram primariamente avaliados quanto à fragilidade física e défice cognitivo por critérios já validados. Foram então distribuídos em 4 grupos: sem défices (n=5192); apenas fragilidade física (n=676); apenas défice cognitivo (n=1073); com os 2 défices (n=397).
Foram executados modelos de risco, associando a fragilidade física e o défice cognitivo com os outcomes após ajuste para as variáveis sociodemográficas, comorbilidades, depressão e tabagismo.
O objectivo foi estimar o efeito combinado da fragilidade física e do défice cognitivo no risco de dependência nas AVDs e morte durante 8 anos.

O que concluem?

Concluem que a fragilidade física e défice cognitivo são preditores independentes de dependência nas AVDs e morte.

Notas: A prevalência de fragilidade física foi de 15%, défice cognitivo 19% e ambos os défices 5%. A adição da avaliação cognitiva aos modelos que já incluíam fragilidade física aumentou a precisão na identificação dos indivíduos com maior risco de dependência nas AVDs (Harrell’s concor- dance [C], 0.74 vs 0.71; P < .001) e morte (Harrell’s C, 0.70 vs 0.67; P < .001).


Referência: Aliberti, Márlon J. R., et al. «Assessing Risk for Adverse Outcomes in Older Adults: The Need to Include Both Physical Frailty and Cognition». Journal of the American Geriatrics Society, vol. 0, n. 0, Novembro de 2018. onlinelibrary.wiley.com (Atypon), doi:10.1111/jgs.15683 ligação aqui

Anúncios

Create a website or blog at WordPress.com

EM CIMA ↑